Nível de radiação em Fukushima pode causar danos à saúde
Primeiro-ministro pede à população que se proteja num raio de 30 km da usina nuclear
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Após mais um incêndio em um dos reatores da Usina nuclear de Fukushima, no Japão, os níveis de radiação na região chegaram a níveis capazes de afetar a saúde, informaram as autoridades japonesas.
O alerta de risco nuclear no local foi elevado para o nível 6, em uma escala que vai até 7.
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Segundo o jornal britânico The Guardian, o porta-voz do governo, Yukio Edano, afirmou que os níveis atuais de radiação em Fukushima estão anormais. A rede local Kyodo fala em níveis 100 vezes acima do normal.
- O atual cenário pode, potencialmente, afetar a saúde. As leituras foram realizadas perto da área onde nós acreditamos que a libertação de substâncias radioativas está ocorrendo. Quanto mais longe você for, mais valores deve ir para baixo.
Ele pede que as pessoas permaneçam dentro de casa para que não sejam expostas a qualquer radiação que pode vir a caminho.
Questionado sobre a situação das pessoas que vivem mais longe, Edano disse que a "quantidade é mínima" de material radioativo que poderia se espalhar para essas áreas distantes.
Esta é a pior crise nuclear enfrentada pelo país desde o bombardeio das cidades de Hiroshima e Nagazaki, durante a 2ª Guerra Mundial, e está sendo considerada uma das maiores ameaças atômicas mundiais desde Chernobyl, na Ucrânia, há 25 anos.
Risco de acidente nuclear
O premiê Naoto Kan, em discurso transmitido pela NHK, informou que a radiação nuclear se espalhou a partir da explosão do reator 4 do complexo e o nível de radioatividade “parece alto”. O incêndio foi controlado em torno das 3h desta terça, horário do Brasil, mas o risco de acidente nuclear não foi descartado.
- Ainda há um risco muito elevado de que vaze material radioativo.
Kan pede a retirada dos moradores de uma área que compreende um raio de 30 km ao redor da usina nuclear. Cerac de 70.000 já deixaram a região, e mais 140 mil foram orientados a não sair mais de casa por causa dos riscos da radiação.
Ele disse ainda que os trabalhadores estão "colocando-se em uma situação muito perigosa" para tentar conter os problemas em Fukushima 1, que já teve problema em quatro reatores desde o último sábado (12). Eles continuam a injetar água do mar em todos os equipamentos para resfriá-los.
Mais de 2.400 mortos
Nesta segunda-feira, o governo divulgou um novo balanço que aponta 2.414 mortos, 3.118 pessoas estão desaparecidas e 1.885 ficaram feridas, de acordo com a Agência Nacional de Polícia e Desastres de Emergência. Mais de 450 mil japoneses estão em abrigos após terem suas casas destruídas pela tragédia ou por estarem impossibilitados de voltar.
O USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) revisou a magnitude do terremoto de 8,9 para 9 graus na escala Richter. Com essa intensidade, o fenômeno se enquadra como o quarto maior do mundo desde 1900, e o maior já registrado em território japonês, desde que começaram as medições, há 130 anos.





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